“Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar, e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém... e fez o que era mau aos olhos do Senhor...” II Reis 21.1-2

Manassés foi rei em Israel por um longo período de tempo.

Muito menino já foi coroado rei.

E meninos são teimosos quando lhe são feitas todas as vontades.

Mas quem pode ir contra a vontade do rei...?

Assim foi se formando a índole de Manassés.

 

Sendo autoridade acima de todos, entendeu que podia inclusive se rebelar contra a vontade de Deus.

E desceu fundo na sua malignidade.

Amigo de feiticeiros.

Seguidor de adivinhos.

Foi se especializando em fazer o mal.

 

Chegou num ponto que teve a capacidade de queimar seu filho no fogo em sacrifício.

 

“E até fez passar a seu filho pelo fogo, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e ordenou adivinhos e feiticeiros... “ II Reis 21.6a

 

Teria eu hoje coragem de queimar um filho em honra a um suposto deus?

Manassés mesmo conhecendo de ouvir falar do Deus de seu pai, rebelou-se totalmente e sacrificou não um filho, mas vários filhos pelo fogo.

 

“Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinon, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.” II Crônicas 33.6

 

Não satisfeito com sua especialidade em fazer maldades, Manassés passou a provocar o próprio Deus. Diz o texto que fazia as coisas para provocar a ira de Deus.

 

Seria hoje como alguém que diria.... “Haaaaa.... então Deus existe? Mas se ele existe porque não se manifesta aqui para que o vejamos....? Se ele existe porque existe tanta maldade no mundo e ele não faz nada para impedir...?"

 

Não sabemos como que especificamente Manassés provocava a ira de Deus, mas já muitas vezes vimos pessoas ao nosso redor provocando e falando de Deus de forma semelhante a Manassés.

 

Manassés não só provocava Deus, mas também incitava os seus próximos a serem anti-discípulos do Deus vivo.

Ele era um verdadeiro líder negativo.

Não só fazia maldades, mas incitava e ensinava aos outros como fazerem maldades e impiedades que desagradavam a Deus.

 

“... porque Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações, que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.” II Reis 21.9

 

Manassés era adepto da adoração da que hoje chamam de “mãe terra”.

Em lugar de adorar o criador da terra, preferiu adorar a criação como se a terra tivesse poder criador.

Hoje Manassés seria talvez panteísta... onde tudo seria deus e deus estaria em todas as coisas, sendo a natureza como um todo, uma suposta entidade divina.

 

“... e prostou-se diante de todo o exército dos céus, e o serviu.” II Crônicas 33.3

 

Deus falou com Manassés mas entrava por um ouvido e saia pelo outro...

 

“E falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos.” II Crônicas 33.10

 

Qualquer semelhança com pessoas que conheço dos dias de hoje, seria mera coincidência?

 

E assim Manassés foi agindo, sacrificando para adorar os astros do céu, matando seus próprios filhos, incitando os outros para a maldade, sua cota de maldade foi chegando num limite....

 

“... e prosseguiu em fazer o que era mau aos olhos do Senhor, para o provocar à ira.” II Reis 21.6b

 

... até que um dia a mão pesada de Deus caiu sobre Manassés, e ele literalmente foi colocado a ferros, e grampeado como gado.

 

“Assim o Senhor trouxe sobre eles os capitães do exército do rei da Assíria, os quais prenderam a Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias, o levaram para Babilônia.” II Crônicas 33.11

 

Na prisão Manassés se lembrou do Deus de seu pai.

E pasme, Deus na sua misericórdia teve compaixão de Manassés e permitiu que ele se arrependesse.

 

“E ele (Manassés), angustiado, orou deveras ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; E fez-lhe oração, e Deus se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus.” II Crônicas 33.11-13

 

O que eu gosto de pensar quando leio sobre Manassés é que o nosso Deus não faz distinção de pessoas.

 

Salva pecadores tipo ladrão de galinhas.

Mas salva também grandes pecadores de grandes malignidades como Manassés.

Deus salva e promove o arrependimento em quem Ele quer.

 

Ainda que o nosso pecado seja gravíssimo, Deus promete jogar tudo isto num mar de esquecimento, e nos trazer para Ele e nos tornar puros.

 

Os meus pecados não foram tão graves quanto os de Manassés, mas sentia o peso deles como os ganchos que os Babilônicos colocaram em Manassés.

 

Poderia não ter feito tudo o que Manassés fez, porque Deus sendo misericordioso, atuou com mais graça para comigo, não permitindo que a minha malignidade aflorasse tanto quanto aflorou em Manassés.

 

Mas o bom disto tudo, é que Deus perdoa grandes pecadores, pequenos pecadores, pecadores de qualquer espécie.

 

Alguém dirá.... E o pecado imperdoável? E a blasfêmia contra o Espírito Santo?

Já li muita coisa, e até hoje não vi os teólogos chegarem a um consenso de qual seria este tal de pecado imperdoável. Como que alguém blasfema contra o Espírito Santo?

 

Não sei, mas sei que se uma pessoa, se sente atraída à Deus, deve saber que esta atração é o próprio Deus que promove.

Satanás não tem interesse que ninguém se volte ao arrependimento.

 

Os blasfemos mesmos, de carteirinha assinada, riem do tal do pecado imperdoável.

Nem precisam nem suspiram por perdão.

Estão atolados na própria suficiência e nem crêem que Deus exista e listam “argumentos” infindáveis para o seu agnosticismo.

 

Se você se sente atraído, nem que seja um pequeno sopro apenas, se você se sente atraído para conhecer a Deus, se achegar até Ele, ser perdoado por Ele, e principalmente ser liberto por Ele da lei do pecado que te escraviza.... então não resista e lembre-se de Manassés... certamente que o teu pecado não chegou ainda a ponto de sacrifício de crianças... ou coisa que o valha, mas mesmo que tenha sido, mesmo assim, o meu Deus perdoa e liberta grandes pecadores.

 

Quando eu penso em Manassés, e penso em pessoas como ele, quando eu penso nos meus próprios pecados antes da minha conversão, sabe que versículo que eu lembro, e que me consola e me enche de esperança?

 

“Vinde, então, e argüi-me, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” Isaías 1.18

 

Faça como Manassés: ore a Deus no segredo do teu quarto, humilhe-se diante dele, confesse teus pecados, peça ajuda para este Deus de quem já zombaste além da conta, quem sabe Ele não tem misericórdia de ti... ... e como Manassés tu também possas dizer: “Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus.” II Crônicas 33.13

Fonte: Reflexões Reformadas

 

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